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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Nossos Micróbios - Mais de 10 mil Espécies Abrigadas no Corpo Humano


Pela primeira vez, pesquisadores mapearam as comunidades de micro-organismos do corpo humano, como bactérias e fungos. Financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, publicou um conjunto de 14 estudos.
A coleta foi feita em diferentes partes do corpo, como pele, boca, intestino e vagina.
Até então, só as bactérias do trato gastrointestinal haviam sido catalogadas pelo projeto MetaHIT, que envolve oito países.
Eles também mostraram que cada parte do corpo tem uma população diferente de micróbios, cada uma com sua função --no caso do intestino, os micro-organismos ajudam a digerir os alimentos.
O projeto mostrou ainda que cada pessoa tem um microbioma único, com tipos e quantidades diferentes de bactérias para realizar o mesmo trabalho.

A maioria destes micróbios existentes no corpo não causam doenças, são próprias do ser humano, e existem para suprir as necessidades de cada tipo de organismo, ou seja, cada pessoa tem os seus micro-organismos de acordo o seu sistema. Estes ajudam particularmente cada ser humano. Cada pessoa tem o seu próprio micróbio. E por isso os médicos chamam atenção para o cuidado no uso aleatório de chás e remédios, pois cada têm uma reação diferente, não é correto receitar para "Ciclano" o mesmo remédio de "Bertano", Bertano pode não reagir bem ao mesmo.


"Esperamos que com esses dados as pessoas fiquem menos paranoicas e não usem antibióticos ou sabonetes bactericidas para tudo. Interferir no equilíbrio do microbioma pode causar mais danos que benefícios."
James Versalovic, pesquisador do projeto e chefe do departamento de patologia do Texas Children's Hospital, nos EUA.
Agora, com o material genético proveniente de comunidades completas de micróbios, os próximos passos serão comparar os micróbios de pessoas saudáveis com os de doentes para entender como os problemas se desenvolvem e criar novas drogas.
Um dos estudos do MetaHIT já mostrou que quem tem menor diversidade de bactérias na flora intestinal tende a ser obeso, a ter mais gordura no fígado e responder pior a dietas.


Editoria de arte/folhapress


MARIANA VERSOLATO - DE SÃO PAULO, Folha de São Paulo, 14/06/12.



terça-feira, 25 de setembro de 2012

Qual a Qualidade dos Médicos no Brasil?

Ao fazer uma consulta ao médico geralmente somos atendidos de forma deficiente, uma conversa sem olhar nos olhos, uma frieza e a rapidez com que eles fazem os atendimentos, são deficiências sérias na saúde de dos brasileiros, raros são os médicos que ainda fazem um atendimento completo com o cliente que o procura.

Raros são os que realmente querem colocar o seu profissionalismo em primeiro lugar.

Com a chegada do regime do REDA, estes dados aumentaram.
Dos contratados pelo Regime Especial de Direito Administrativo poucos fazem o seu trabalho corretamente, ou seja, fazem um atendimento excelente.

Isso sem contar nos erros médicos, que são inúmeros e que custam a vida de muitos pacientes.


Mas todas estas observações acima citadas, tem um motivo, também deficiente.


O exame realizado desde 2005 pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) é prova da péssima qualidade da formação médica no Brasil. Em sete anos, 46,7% dos 4.821 alunos que realizaram o exame foram reprovados. 
Desconsiderando a ociosidade nos programas de residência e as desistências durante o curso, podemos inferir que só 60% dos médicos têm acesso à especialização. Entram no mercado, sem treinamento adicional, mais de 6.000 médicos ao ano. 

Tal contingente de médicos mal formados, sem especialização, entra no mercado de trabalho e nele fica por cerca de 40 anos. Muitas vezes não sabe coletar a história clínica nem examinar o paciente. Solicita exames além do necessário, pois não soube chegar ao diagnóstico na consulta.
São médicos que não sabem interpretar exames e terminam encaminhando o paciente para recursos de maior complexidade, superlotando hospitais e prontos-socorros, abarrotados de casos que deveriam ter sido resolvidos no posto de saúde.
 

Não existem duas medicinas. Os que defendem a abertura indiscriminada de faculdades com o argumento de ampliar o acesso da população aos médicos, ou como ouvimos frequentemente para "formar médicos para o SUS", são os responsáveis pela precarização da saúde dos brasileiros e pelo desperdício dos insuficientes recursos que nosso sistema de saúde dispõe.
Está instalado o SUS pobre de resolubilidade para os mais carentes. Enquanto isso, os políticos vão se consultar nos hospitais privados e nos grandes hospitais públicos universitários, onde só entra médico com título de especialista. 


O Brasil apesar de ser um país com 196 escolas de medicina em atividade estando atráz apenas da Índia. Teve uma expansão desde a década de 1990, principalmente no ensino privado, mas também no público. Muitos cursos, inclusive de instituições públicas, abrem sem hospital-escola ou mesmo uma rede básica de ambulatórios para o treinamento prático.
Não bastasse a expansão desordenada, vivemos uma invasão de médicos formados no exterior, muitos deles brasileiros, vindo principalmente de Cuba e da Bolívia.
Segundo estimativas do Colégio Médico da Bolívia, há 25 mil brasileiros em cursos de medicina lá. Ausência de vestibular, mensalidades irrisórias e o baixo custo de vida comparado com o Brasil atraem os jovens para o eldorado boliviano.
O problema é que, além de essas escolas terem centenas de alunos por turma, nelas falta tudo, inclusive pacientes para o treinamento prático. A tentativa de revalidação de diploma desses candidatos a médicos revela números alarmantes.
Nossas universidades estatais têm autonomia para realizar a avaliação de egressos de universidades estrangeiras. Por causa da baixa qualidade das avaliações em alguns locais e por pressão de entidades médicas, o Inep criou em 2010 o Revalida, exame para unificar esta avaliação. 

Aderiram ao projeto piloto 37 instituições públicas de ensino superior. Na primeira edição, de 517 inscritos, somente dois foram aprovados.

Hoje, as escolas médicas no Brasil oferecem 16.892 vagas por ano. Nos programas de residência, padrão para formação de especialistas, há 10.196 vagas de acesso direto disponíveis para os recém-formados. 


A reforma na saúde se faz necessário tanto quanto em outras áreas importantes de nosso país como Educação e Moradia, um país deficiente como o nosso, ainda não pode cantar vitórias estando deficiente em dados como estes. 


Não é de hoje que sabemos que a saúde pede socorro, mas estes dados assustadores nos ajuda a pensar ainda mais, em quem devemos colocar no poder do Estado.


JOSÉ BONAMIGO - FLORENTINO CARDOSO,  35, clínico e hematologista, é tesoureiro da Associação Médica Brasileira; FLORENTINO CARDOSO, 50, cirurgião oncológico, é presidente da Associação Médica Brasileira - 
Folha de São Paulo, 29/08/12.

Adaptação de texto: Dani Sans
Imagem: Internet


sábado, 15 de setembro de 2012

Gordo Ativo é tão Saudável Quando Alguém Magro

Foram questionados em dois estudos o fato de quem tem gordurinhas extras ter grandes riscos à saúde.
Para os pesquisadores os quilos a mais não indicam perigo e podem até ser protetores.
Após um acompanhamento de cerca de 14 anos, os médicos, liderados por Francisco Ortega, da Universidade de Granada (Espanha), perceberam que os obesos considerados saudáveis após os exames tiveram um risco 38% menor do que os não saudáveis de morrer por qualquer causa. A redução de morte por problema cardíaco ou câncer foi de 30% a 50%. 
O desempenho desses gordos "em forma" ao longo do tempo foi similar ao dos magros saudáveis.
A pesquisa salienta e com razão que os obesos com um bom condicionamento físico são saudáveis e tem menor risco de morte em comparação aos que não mantém nenhum hábito saudável, mesmo estes sendo magros, se não mantém este perfil correm riscos.
Os exercícios reduzem o impacto dos efeitos prejudiciais da gordura.
De acordo com o cardiologista Raul Santos "O exercício tem ação anticoagulante, ajuda a dilatação dos vasos e melhora a resistência à insulina, tendo um efeito contrário ao da obesidade. É melhor ser um obeso que se exercita do que um magro sedentário. No caso do estudo com cardíacos, o efeito protetor conferido aos obesos moderados é mais difícil de explicar. Uma possibilidade é a de esse grupo ter pessoas com menos gordura abdominal, que produz substâncias inflamatórias e é um conhecido fator de risco cardíaco."

Os médicos chamam atenção para:
Quem tem problema cardíaco perder peso, especialmente se for barrigudo."
Afirmam ainda que não se deve ficar com a impressão de que a obesidade não tem consequências. "A obesidade mórbida sempre está associada a um prognóstico pior."
O importante é a necessidade de redefinir os limites da obesidade.

Manter hábitos saudáveis é sempre bom, com aparência de gordo ou magro.




Fonte: 
DÉBORA MISMETTI - EDITORA-ASSISTENTE DE "CIÊNCIA + SAÚDE", Folha de São Paulo, 08/09/12.
Adaptação de texto: Dani Sans

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